Nutrição: boa alimentação se reflete na saúde e não é preciso gastar muito

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Nutrição: boa alimentação se reflete na saúde e não é preciso gastar muito

Você é o que você come. A frase que muita gente já ouviu da avó, é verdadeira. De maneira mais técnica, ela poderia ser escrita de outra forma: a nutrição é o que nos mantêm vivos. É ela que faz o organismo funcionar e é essencial até para fornecer a energia para a respiração.

 

Por isso, o que ingerimos por meio da alimentação pode ser um fator de proteção do corpo e manutenção da saúde. Mas se a nutrição é pobre, ela gera efeito contrário e prejudica as atividades básicas do organismo, podendo até desencadear doenças.

 

Para celebrar o Dia da Nutrição, em 31 de março, mostramos pontos essenciais que provam a influência da sua dieta na sua saúde e bem-estar.

 

Os dados comprovam a relação entre nutrição e saúde

Você sabe o que são alimentos ultraprocessados? São aqueles fabricados com base em fórmulas da indústria. Via de regra, eles não possuem nenhum alimento “de verdade”. São compostos feitos a partir da extração e união de elementos isolados. Por exemplo, o açúcar. Para ter aromas e texturas mais atrativas são adicionados elementos químicos. Pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo) mostra que adolescentes que comem mais alimentos ultraprocessados possuem 45% mais risco de sofrer com obesidade. Este dado é importante porque a obesidade pode ser um fator de risco para outras doenças crônicas, como problemas cardíacos e hipertensão.

 

A importância do arroz e feijão

O prato tradicional na culinária brasileira não é só uma delícia. Ele também é rico em nutrientes e uma excelente combinação nutricional. Não importa se o feijão vai por cima ou por baixo do arroz. Quando eles estão juntos, nosso corpo tem acesso a carboidratos, vitaminas (especialmente do complexo B), sais minerais, fibras, proteínas, entre outros aminoácidos essenciais. E ainda há uma vantagem: a única maneira do nosso corpo digerir todas as proteínas do feijão é comê-lo com algum cereal. No caso, o arroz. Por isso, essa é uma combinação tão importante, e conforme o brasileiro passa a trocar o arroz com feijão por comidas rápidas, e muitas vezes, ultraprocessadas, os índices de obesidade e de doenças crônicas aumentam.

 

Impacto também na saúde mental

Não é só no corpo que a alimentação tem influência. Na mente também. De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição, as pessoas que mantêm uma dieta com verduras, frutas, grãos não processados, peixes e consomem pouca gordura e laticínios, possuem 25% a 35% menos risco de desenvolver depressão. Para os especialistas, a explicação é parecida com os danos que as comidas hipercalóricas com poucos nutrientes produzem no corpo causando a diabetes. Eles provocam inflamações em nível molecular. No fundo, a divisão entre cérebro e corpo só existe em nossa cabeça. Na prática, está tudo conectado.

 

Cuidados com a dieta da moda

No entanto, apesar da importância da nutrição em nossa saúde, é preciso ter cuidado com a propaganda e as ondas de dietas específicas que muitas vezes acabam sendo muito restritivas, o que pode ter efeito negativo para o corpo. O importante é que a alimentação seja equilibrada, com grãos, verduras e legumes, sempre com a ingestão de bastante água. Dietas específicas devem ser acompanhadas por profissionais. Alguns superalimentos como a chia ou o amaranto, ficaram famosos e até parecem milagrosos, mas não é bem assim. Para se alimentar bem, não é preciso tanto investimento. A melhor opção é apostar na variedade, consumindo os produtos da estação que ficam com preços mais acessíveis na feira ou no hortifruti.