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Mulheres que mudaram o mundo (e o Brasil) para você viver com mais saúde

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é uma oportunidade para a conscientização e a mobilização. Ao colocar em pauta discussões sobre equidade de gênero, a data serve para a reflexão de questões que vão desde a busca pela igualdade de salários, até o fim das violências físicas e sexuais contra a mulher. Além disso, é também um momento para celebrar conquistas.

 

Fizemos uma lista de mulheres que transformaram a ciência e a medicina ao longo da história e, acima de tudo, provaram que elas não só podem como devem fazer parte de todos os campos do conhecimento e da sociedade.

 

Elizabeth Blackwell: Ainda no distante ano de 1849, ela foi a primeira mulher a conquistar um diploma de medicina nos EUA, a única de sua turma. Graças a ela, outras mulheres enxergaram a possibilidade de buscar seu espaço na medicina, até então, completamente dominada por homens.

 

Rita Lobato: No Brasil, ela foi a primeira a se formar em medicina. Era ginecologista e obstetra, tendo se tornado conhecida por estudos sobre os métodos utilizados na cesárea, um tema que até hoje segue em discussão.

 

Maria Deane: parasitologista, teve atuação fundamental na pesquisa e tratamento de epidemias como a de malária, leishmaniose (úlcera de Bauru) e a leptospirose, doenças causadas por parasitas. Foi vice-presidente do Instituto Oswaldo Cruz, conhecido hoje por Fiocruz, órgão responsável pela primeira vacina contra a Covid-19, 100% produzida no Brasil.

 

Zilda Arns: como médica, ela cumpriu à risca a vocação de cuidar das pessoas. Especializou-se em pediatria e atuou em países de baixa renda como o Brasil, para combater problemas graves e bastante comuns como a desnutrição e a mortalidade infantil. Além de criar a Pastoral da Criança, em 1983, também fundou a Pastoral da Pessoa Idosa em 2004 e chegou a ser indicada ao Nobel da Paz quatro vezes.

 

Florence Sabin: A palavra que a define é: pioneira. Florence foi a primeira a ter uma posição em medicina na Universidade de Johns Hopkins, assim como a primeira eleita para a Academia Nacional de Ciências dos EUA e a primeira a chefiar o Instituto Rockefeller de Pesquisa Médica. Sabin lutou pela saúde pública e sem dúvida abriu muitas portas para mulheres que se inspiraram em sua trajetória única.

 

Gertrude B. Elion: Quando entrou na faculdade, em 1933, muitos acreditavam que a química era uma profissão exclusivamente masculina, mas ela não só terminou o curso como contribuiu ativamente para o desenvolvimento de antivirais que hoje são utilizados no tratamento de herpes, HIV ou hepatite. Com esse feito, foi agraciada com o Prêmio Nobel, em 1988.

 

Youyou Tu: pesquisadora chinesa que, graças a sua disposição em romper barreiras e a uma família que a apoiou, fez o curso de farmacologia. Como se não bastasse, foi decisiva na descoberta da artemisinina e da diidroartemisinina, medicamentos essenciais para tratar a malária. Seu trabalho foi tão importante que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, em 2015. Graças a ela, milhares de pessoas foram salvas em diferentes partes do mundo.

 

Patricia Bath: nascida em 1940, foi uma oftalmologista e a primeira afro-americana a receber uma patente médica. Bath também foi a primeira cirurgiã no centro médico da Universidade da Califórnia e uma das principais dos EUA. Foi decisiva ao perceber que as camadas mais pobres da população apresentavam mais problemas nos olhos por falta de diagnóstico e acompanhamento. Além disso, fundou um programa de apoio para a prevenção da cegueira.

 

Adriana Melo: a médica brasileira foi pioneira ao encontrar a relação entre o vírus zika e a microcefalia. A partir de um olhar atento e cuidadoso, a obstetra notou que as pacientes que estavam contaminadas com o vírus zika, acabavam gerando bebês com a síndrome que diminui o tamanho da cabeça dos recém-nascidos e exigiam cuidados ao longo do desenvolvimento.

 

Jaqueline Goes e Ester Sabino: Foram necessários apenas dois dias depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil para que Jaqueline Goes e outra integrante de sua equipe, a professora Ester Sabino, pudessem realizar o mapeamento completo do genoma do vírus que trazia apreensão ao mundo todo. Por esse feito, recebeu a comenda Zilda Arns 2020 e, depois de ler este texto, você já sabe por que este é um reconhecimento importante e recebe o nome de outra mulher fundamental para a saúde no Brasil.