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A cor do mês: março lilás alerta sobre o câncer de colo uterino

Ter uma cor para cada mês do ano se tornou uma forma didática e eficiente para ensinar a população sobre importantes temas de saúde. Doenças graves e transtornos que afetam muita gente podem ser mais facilmente identificados graças à conscientização incentivada por essas campanhas. Em março não é diferente. O lilás é dedicado ao câncer de colo uterino, um dos mais frequentes entre as  mulheres. Um dos objetivos principais é informar sobre a necessidade e a importância de realizar o exame de papanicolau. 

O que é?

Uma das maiores causas para o desenvolvimento da doença é o HPV (Papiloma Vírus Humano) que se dá por meio de relações sexuais. O vírus desenvolve lesões no colo que quando não tratadas podem evoluir para casos mais graves. Então, além do papanicolau, existem outras duas formas para se prevenir o câncer de colo uterino: tomar a vacina contra HPV e usar preservativo nas relações. 

É preciso alertar…

Estima-se que no Brasil ocorram mais de 16 mil casos de câncer de colo uterino por ano, um dos tipos mais comuns em mulheres. Embora a presença do vírus do HPV seja obrigatório para o desenvolvimento de tumores no colo do útero, estar com HPV não significa que você desenvolverá um câncer. Existem mais de 150 tipos de vírus que são classificados como HPV, mas apenas uma pequena parte deles pode levar ao câncer de colo uterino. 

…e se prevenir

A boa notícia é que esse tipo de câncer tem uma alta probabilidade de ser prevenido. A vacinação antes de iniciar a vida sexual é eficaz porque combate os tipos de vírus responsáveis por 90% das verrugas genitais decorrentes do HPV e as variantes que causam 70% dos casos que se desenvolvem como câncer. 

Para quem já iniciou a vida sexual, realizar o exame de papanicolau todo ano é fundamental. O câncer de colo de útero aparece com muito mais frequência em mulheres com mais de 30 anos. Além disso, 60% a 80% dos casos foram registrados em mulheres que passaram cinco anos sem fazer o Papanicolau, que é um exame simples e rápido de se fazer. 

Quando uma lesão causada pelo HPV é encontrada, a paciente passa por um tratamento simples, pouco invasivo e que pode ser realizado em unidades ambulatoriais. No entanto, quando as lesões evoluem para um câncer, a cura passa por quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, de acordo com o estágio de desenvolvimento da doença.